Encandeia, meu Candiá: a história por trás do nosso nome e trajetória
Publicado: 13 jan, 2025

Você já sentiu que precisava criar sua própria oportunidade, por que o mundo simplesmente não parecia pronto para você? Esse é o espírito da minha história. Meu nome é Valéria Amorim, sou fundadora da Candiá Produções, e antes de tudo, sou uma mulher que sempre acreditou na capacidade de se reinventar. Jovem, nordestina, periférica, mãe de duas crianças, estudante e cheia de sonhos, me deparei com um mercado de trabalho tradicional que parecia ter mais barreiras do que portas abertas.

As dificuldades eram muitas: falta de oportunidades reais, remunerações que mal cobriam o básico e, claro, o desafio de conciliar maternidade e carreira em um ambiente que ainda não estava preparado para acolher a pluralidade de mulheres como eu. Foi nesse cenário que nasceu a faísca que se tornaria a Candiá. Eu sabia que tinha algo a oferecer, algo que poderia transformar ideias em impacto, mesmo que, no início, não fosse um empreendimento planejado. A força que guiava minha trajetória não era só sobre sobreviver – era sobre acender algo novo.

Ao longo deste artigo, vou contar como a história da Candiá se entrelaça com a minha jornada pessoal e como o nome “Candiá” surgiu para simbolizar tudo o que representamos hoje.

Valéria Amorim - Candiá Produções
Foto tirada nos bastidores da primeira edição do Festival Bravas Brasil – primeiro projeto autoral da Candiá (2019), em parceria com a gestora e organizadora de eventos, Luane Bittes.

Antes da Candiá: a base de tudo

Minha trajetória profissional antes da Candiá foi um verdadeiro laboratório de aprendizado, marcado por desafios, capacitações, experiências e vivências pessoais que moldaram minha visão de mundo e minha atuação profissional. Mas, antes de tudo isso, minha relação com o trabalho começou cedo, ainda na adolescência, de maneira informal e criativa. Atuei como sonoplasta em grupos de teatro, animadora de festas infantis, fazia pintura facial em eventos, malabares e intervenções artísticas. Também panfletei, fotografei eventos (de forma amadora), atuei como assistente de produção em projetos e trabalhei como vendedora em feiras de artesanato, vendendo biojoias e bonecas negras produzidas por minha tia, além de livros da minha mãe, que sempre foi uma referência de força e criatividade. Venho de uma família de mulheres empreendedoras, e essas experiências me ensinaram a valorizar a cultura e a importância de transformar ideias em ações concretas e impacto social.

Natural de Martins, Rio Grande do Norte, fui criada no eixo Brasília (DF) – Imperatriz (MA). Com raízes caboclas, neta de quebradeira de coco babaçu da Resex Mata Grande (MA) com descendência indígena e cigana, filha de artista da cultura popular, minha vida sempre foi bem movimentada, marcada por vivências culturais e valorização das lutas e causas coletivas. Morei em Imperatriz, Açailândia, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, passando por centros urbanos, cidades periféricas e áreas rurais. Essa vivência plural não só moldou minha perspectiva de mundo, como também me ensinou a valorizar as histórias, as pessoas e os desafios que fazem parte do meu caminho.

Quando finalmente comecei minha jornada no mercado formal de trabalho, já contava com o curso técnico de Computação Gráfica e estava cursando a graduação em Publicidade e Propaganda. Infelizmente, precisei interromper os estudos no 4º semestre por questões jurídicas com a instituição. Mas isso não me parou. Minha vontade de crescer me levou a iniciar o curso de Pedagogia e, paralelamente, a me especializar em Gestão e Produção de Negócios Criativos pelo Instituto Kultur.

Com essas formações, dei meus primeiros passos em veículos de comunicação como estagiária, onde pude aplicar meus conhecimentos sobre a captação de imagens e edição vídeos, e participar dos bastidores da produção audiovisual. Trabalhei na TV Capital, Yuppie Vídeo e Jornal de Brasília (TV Clica).

Depois desses estágios, tive meu primeiro emprego de carteira assinada como Técnica em Marketing em uma faculdade particular, uma experiência que me mostrou a importância do planejamento estratégico. Lá, produzia conteúdo (artes, textos, design), organizava eventos, colaborava com ações de marketing e acompanhava de perto o trabalho no laboratório de comunicação, monitorando os alunos.

No final de 2012, aceitei o desafio de atuar como Editora de Mídia Eletrônica no Jornal O Progresso (MA), em um momento de transição para o veículo, que migrava do preto e branco para o colorido. Além de reformular o layout do jornal e supervisionar a diagramação, também assumi a gestão das plataformas digitais. Nesse projeto, conseguimos um crescimento significativo nas redes sociais – 25 mil seguidores conquistados de forma 100% orgânica.

Paralelamente, comecei a colaborar com a Associação Cultural Casa das Artes, fortalecendo ainda mais minha conexão com projetos culturais. Já em 2014, com uma bagagem mais ampla, saí do jornal e comecei a atuar como professora de “Projeto Visual” no Programa NUFAC da Fundação Palmares, ministrando aulas práticas e teóricas de design e comunicação para jovens da periferia de Imperatriz/MA.

A faísca que acendeu a luz

Quando o programa da Fundação Palmares chegou ao fim, a realidade bateu forte. Sem encontrar espaço no mercado formal e com as portas se fechando mais rápido do que abriam, precisei me reinventar. Voltei para Brasília com as malas carregadas de aprendizados e uma vontade imensa de seguir contribuindo com aquilo que eu sabia fazer.

Foi nesse momento que comecei a trabalhar 100% com freelas para artistas, produtoras e projetos culturais, ainda sem CNPJ, só com meu computador, minha criatividade e um sonho de fazer diferente.

Cada job era uma oportunidade de acender uma pequena luz, de transformar uma ideia em algo concreto e significativo. E foi nesse vai e vem de freelas, que as sementes da Candiá começaram a germinar, abri um MEI com o nome fantasia “Amor-In” e comecei a captar projetos de forma integrada, montando equipes para executa-los.

Então veio 2016, e com ele, uma oportunidade que mudaria tudo: uma parceria com a Uber Brasil e o Ministério da Saúde. Esse era o nosso primeiro grande projeto, e percebi que não dava mais para operar como “freelancer”. Era hora de dar um passo maior, de construir algo com mais força, que pudesse refletir tudo o que sonhávamos.

E, como o destino gosta de brincadeiras, o nome “Candiá” surgiu de uma forma quase mágica. Enquanto eu e Thiago Roccha (nosso diretor audiovisual) discutíamos sobre o futuro nome da empresa, nosso vizinho começou a tocar seu cavaquinho e cantar “Encandeia, meu Candiá”. O nome brilhou na mente como um farol. Nos olhamos e dissemos quase ao mesmo tempo: “É isso! Candiá!”. Claro, teve risadas e dúvidas, mas não tínhamos tempo, a reunião com a Uber Brasil era no dia seguinte, e precisávamos apresentar proposta comercial e orçamento. Então, naquele mesmo dia mudamos o nome fantasia do CNPJ e nos tornamos oficialmente “Candiá Produções”. Simples assim, sem grandes planejamentos – e talvez por isso, tão autêntico.

O que significa “Candiá”?

O nome “Candiá” não foi escolhido apenas pela melodia que ecoava naquele momento mágico do brainstorming, mas também pelas suas raízes profundas e significados diversos. Ao pesquisarmos, descobrimos que “Candiá” é muito mais do que uma palavra – é uma expressão de luz e resiliência. Pode remeter a uma lamparina, candeia, candeeiro, que guia e ilumina caminhos, simbolizando clareza e direção. Também carrega o significado de uma pessoa criativa, amável e determinada – características que moldam a essência da nossa atuação. Em algumas regiões, “candiar” é usado como verbo para descrever a ação de guiar um carro de bois, representando força, persistência e a capacidade de superar obstáculos, algo que sentimos estar no DNA da nossa marca.

No dicionário, o significado é algo mais ou menos assim:

Candiá
substantivo feminino

Candiá pode referir-se a:

  1. Uma pessoa charmosa, amável, expressiva, criativa e curiosa 
  2. Uma agência de comunicação, marketing e eventos que atua com organizações, iniciativas do terceiro setor, projetos de fomento à cultura e festivais 
  3. Uma expressão usada na música “Incandeia, incandeia, incandeia, incandeia meu candiá” de Zeca Pagodinho 

Palavras relacionadas: candeal; candeeiro; candeia; candeias; candia;

E, claro, sempre tem a pergunta que nos fazem: “Mas quem é Candiá?” Bom, depende de quem pergunta! Para alguns, é a Valéria. Para outros, é aquela lamparina que nunca deixa a chama apagar. Tem gente que diz ser o espírito criativo que guia cada projeto que tocamos. Mas se você quiser saber a verdade, Candiá é um pouco de todos nós – de quem sonha, cria e busca transformar o mundo através da comunicação.

Talvez você esteja se perguntando: como é a pronúncia correta de “Candiá”? Já ouvimos de tudo – “Candia”, “Cândia”, “Candía” – e, sinceramente, tá tudo bem! O que realmente importa é que, independentemente de como você diga ou escreva, Candiá é sinônimo de uma agência que acredita no poder transformador da comunicação. Mas, se você quiser acertar em cheio, a pronúncia é “Can-di-á”, com aquele toque musical que faz lembrar Zeca Pagodinho cantando: “Encandeia, encandeia, meu Candiá”.

Candiá Produções

Encandeia o mundo com a Candiá

Hoje, a Candiá é muito mais do que uma produtora; somos uma agência 360º que combina criatividade, estratégia e propósito. Quando começamos em 2016, nossa atuação era focada na produção audiovisual, produção de eventos e na criação de materiais gráficos – entregando desde banners, a grandes campanhas e obras audiovisuais. Nossa prioridade era a excelência na execução e a satisfação dos clientes, mas, naquela época, o nosso próprio posicionamento de marca ainda não refletia a amplitude do que sonhávamos realizar.

Nos primeiros anos, nos dedicamos a projetos que trouxeram grande impacto, trabalhando lado a lado com artistas, produtoras culturais e organizações que confiavam na nossa visão e criatividade. À medida que os desafios aumentavam e o mercado se transformava, percebemos que não bastava atender demandas; era preciso criar estratégias integradas, que conectassem os pontos entre comunicação, marketing e eventos de forma inovadora.

Foi então que decidimos recalcular a rota e assumir, com toda a clareza, o potencial da Candiá como uma agência 360º. Essa transição não aconteceu da noite para o dia; ela foi resultado de uma profunda análise do mercado e, principalmente, de um mergulho em nosso propósito e no impacto que queríamos gerar. Ao longo dos anos, investimos em capacitações, mentorias e no fortalecimento de nossa equipe para expandir nossas soluções e atender às necessidades de um público mais qualificado e diverso.

Hoje, somos especialistas em desenvolver estratégias personalizadas que transformam ideias em impacto. Atuamos de forma integrada, combinando criatividade e estratégia para oferecer soluções assertivas em comunicação, marketing, design, social media, audiovisual e eventos. Trabalhamos com causas sociais, projetos culturais, iniciativas socioambientais e com marcas que compartilham da nossa visão de construir um mundo melhor.

Seja qual for o tamanho do projeto, nossa missão é clara: entregar resultados reais e experiências marcantes que reflitam os valores e a identidade de nossos clientes. Continuamos evoluindo, mas sempre carregando o espírito do que nos fez chegar até aqui – uma agência guiada por propósito, inovação e paixão pela comunicação que transforma.

<3

Candiá Produções

Valéria Diniz de Amorim

Especialista em Comunicação, Marketing, Eventos, Branding e Growth, atua no mercado desde 2008, desenvolvendo projetos que conectam cultura, comunicação popular, meio ambiente, direitos humanos e empreendedorismo.

Em 2016, fundou a Candiá Produções, agência 360º voltada para o terceiro setor e causas socioambientais, criando estratégias personalizadas que geram soluções assertivas e experiências memoráveis para marcas, empresas e organizações.

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