Planejamento estratégico e comprometido com equidade, diversidade e pertencimento
A linguagem é um dos instrumentos mais poderosos da comunicação, ela pode incluir ou excluir, representar ou invisibilizar. Em contextos sociais e culturais, usar uma linguagem inclusiva vai muito além do politicamente correto: é uma prática de responsabilidade, escuta e transformação.
Neste artigo, vamos apresentar um guia prático para criar um plano de comunicação com linguagem inclusiva, especialmente voltado a projetos, organizações e marcas que atuam com impacto social, cultura, sustentabilidade ou direitos humanos.
Por que a linguagem inclusiva é importante?
Em um país tão diverso como o Brasil, manter uma comunicação padronizada, com códigos excludentes e um vocabulário centrado em normas hegemônicas, reforça desigualdades históricas. Linguagem é estrutura social e, como tal, pode ser reinventada para incluir.
A UNESCO, o ONU Mulheres e o Instituto Alana, entre outros organismos, já apontam que comunicar com respeito à diversidade de gênero, raça, deficiência e culturas não é uma tendência: é um imperativo ético.
Além disso, uma comunicação inclusiva:
- Fortalece a reputação institucional
- Amplia o alcance e conexão com novos públicos
- Evita crises e ruídos de imagem
- Contribui para uma sociedade mais justa e representativa
Etapas para elaborar um plano de comunicação com linguagem inclusiva
1. Diagnóstico: como a sua marca fala hoje?
Antes de propor qualquer plano, é fundamental analisar os canais e materiais atuais. Sua comunicação fala com quem? Como? Quais públicos estão sendo ignorados?
Sugestão: envolva pessoas diversas nesse diagnóstico. Escuta ativa é a base da transformação.
2. Definição de princípios e compromissos
O plano de comunicação deve conter um posicionamento claro sobre inclusão. Isso passa pela definição de princípios éticos (ex: linguagem não sexista, respeito aos povos originários, uso de Libras, etc.) e metas mensuráveis.
Exemplo: incluir descrição de imagens nos posts; adotar grafia neutra quando aplicável; revisar termos racistas ou capacitistas.
3. Criação de guias e protocolos editoriais
Formalize essas diretrizes em um Guia de Linguagem Inclusiva, para que toda a equipe, parceiros e fornecedores tenham referência. O documento pode conter:
- Exemplos de boas práticas
- Termos a evitar
- Formas alternativas respeitosas
- Dicas de revisão sensível
4. Formação e sensibilização da equipe
Não adianta ter um manual engavetado. Invista em oficinas e formações para quem comunica, desde social media até os porta-vozes institucionais.
Dica: contrate facilitadores pertencentes aos grupos que você quer incluir. Representatividade também é aprendizado.
5. Adaptação de materiais e canais
A revisão dos conteúdos existentes é parte do processo. Legendas automáticas? Vídeos sem Libras? Cards com contraste ruim? É hora de reavaliar e refazer o que for necessário.
6. Monitoramento contínuo
A linguagem está viva. Por isso, o plano de comunicação inclusiva deve ter mecanismos de avaliação, escuta contínua e atualização periódica. Estar aberto a feedback é também uma forma de inclusão.
Exemplos práticos
- Substituir “o homem do campo” por “as pessoas que vivem no campo”
- Usar “pessoa com deficiência” ao invés de “deficiente”
- Adotar grafias como “todes”, “pessoas negras”, “comunidades tradicionais”
- Usar títulos e descrições de imagens em postagens visuais
- Produzir conteúdo com acessibilidade (Libras, audiodescrição, LSE)
Como a Candiá Produções pode contribuir
Na Candiá, a linguagem é uma das camadas centrais da estratégia. Atuamos com comunicação para causas, incorporando práticas de inclusão, justiça e pluralidade nas campanhas, roteiros, redes sociais e produções audiovisuais.
Nosso compromisso com uma linguagem inclusiva é mais que editorial, é político, pedagógico e estético. Desenvolvemos guias personalizados, formações, consultorias linguísticas e produção de conteúdo acessível, com foco em democratizar a comunicação e ampliar os sentidos da escuta.
Se você quer uma comunicação que represente quem importa, fale com a gente.








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